Cônsul da Letônia no Brasil Daina Gutmanis é condecorada na Letônia

Nesta sexta-feira, 03 de maio de 2019, a Cônsul Honorária da Letônia no Brasil, Dra. Daina Gutmanis, recebeu a Cruz de Reconhecimento (Atzinibas Krusts), de IIIª categoria pelo seu trabalho em prol da Letônia. A condecoração ainda ocorreu junto com a chegada da Bandeira Leta Viajante, a bandeira que percorreu o mundo no centenário da Letônia e terminou sua viagem nas mãos de Gutmanis, no dia 18 de Novembro de 2018.

A cerimônia da chegada da Bandeira ocorreu no Museu de História da Letônia, que será a casa definitiva da bandeira. Em seguida, a condecoração da Cônsul ocorreu no Castelo de Riga, sendo entregue pelo presidente da Letônia, Raimonds Vējonis.

Biografia

Daina Gutmanis nasceu em 08 de abril de 1958, em São Paulo – SP, filha de pais  vindos da Letônia como refugiados de guerra. Desde jovem sempre participou de atividades culturais letas, como exposições e datas comemorativas. Após participar num acampamento da juventude leta 2×2 nos EUA e em outro na Venezuela, ficou entusiasmada com o que aprendeu e junto com outros jovens letos latino-americanos resolveram fundar em 1977 a DLJA – Associação dos Jovens Letos da América do Sul e a BRALJA – Associação dos Jovens Letos do Brasil.

Em 1979 ajudou a organizar o primeiro acampamento de cultura leta no Brasil chamado “Saulaine”, realizado em Nova Odessa – SP, no qual participou a Sra. Vaira Vike-Freiberga como professora, sem imaginar que um dia ela viria a ser a Presidente da Letônia depois de 20 anos! Também ajudou a organizar a escola leta aos sábados na Igreja Luterana Leta de SP e ingressou na Corporação Estudantil Imeria de universitárias letas.

Daina Gutmanis (sentada, 3ª a direita) em uma reunião da DAKLA.

Na vida profissional, formou-se Engenheira Agrônoma em 1981 pela ESALQ – USP. Obteve os títulos de Mestre em Nutrição Animal e Pastagens em 1990 e de Doutora em Biologia Vegetal em 2004. Concluiu em 2006 curso de Especialização em Direito Internacional e Relações Internacionais. Sua Tese de Doutorado recebeu em 2004 o Prêmio de Melhor Trabalho Acadêmico conferido pelo Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável.

Foi Pesquisadora Científica do Instituto de Zootecnia da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo de 1989 a 2013. De 2003 a 2009 exerceu cargo de Assessora de Pesquisa da Diretoria Geral do Instituto de Zootecnia e até 2013 coordenou um Grupo de Trabalho para implantação do Museu do IZ.

O Trabalho

Além das atividades profissionais ocupou vários cargos na Comunidade Luterana Leta de SP. De 2003 a 2010 foi secretária da ABCL – Associação Brasileira de Cultura Leta. Exerceu também o cargo de Presidente da DAKLA – Associação Leta da América do Sul e Caribe de 1997 a 2015, participando anualmente na Letônia da reunião da PBLA – Associação Mundial dos Letos Livres, onde são discutidas as necessidades de cada comunidade leta fora da Letônia.

Participou da comissão de organização da visita da Presidente da Letônia Vaira Vike-Freiberga a Nova Odessa em 2007,  do Primeiro Ministro Valdis Dombrovskis em 2011 e do Ministro da Defesa Raimonds Bergmanis em 2016. Realizou a exposição de fotos “Imigrantes Letos” em 2008 no Memorial do Imigrante, em São Paulo, em comemoração aos 90 anos de Proclamação da República da Letônia. Ainda em 2008 recebeu Diploma e Homenagem do Ministério de Relações Exteriores da Letônia pelo significativo trabalho. Em 2009 recebeu o título de “Cidadã Novaodessense” da Câmara de Vereadores de Nova Odessa.

Tendo se aposentado do serviço público em 2013, foi nomeada Cônsul Honorária da Letônia no Brasil, cargo exercido sem qualquer remuneração. Tem auxiliado tanto brasileiros quanto estrangeiros na regularização de documentos, prestando informações sobre o Brasil e sobre a Letônia a quem necessite além de assistência a letos presos no Brasil (24 até o momento). Participa e apoia as inúmeras atividades da ABCL – Associação Brasileira de Cultura Leta visando preservar e divulgar a cultura leta no Brasil. Em 2016 recebeu Homenagem do CONSCRE – Conselho Estadual Parlamentar das Comunidades de Raízes e Culturas Estrangeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Participa do Coral Leto do Brasil e incentivou a participação deste Coral pela primeira vez no grande Festival da Canção e Danças da Letônia ocorrido em julho de 2018 em Riga. Em comemoração ao Centenário da Proclamação da República da Letônia, foi uma das idealizadoras e executoras do I Festival de Cultura Leta no Brasil, realizado em Novembro de 2018 em Nova Odessa e Americana – SP.

Em 08 de abril de 2019, por decisão da comissão presidencial das mais altas condecorações nacionais concedeu a Daina Gutmanis pelo trabalho relevante realizado para o bem da Letônia  a Cruz de Reconhecimento (Atzinibas Krusts), III categoria. Daina foi nomeada  Comandante da Ordem da Atzinibas Krusts.

 

Biblioteca da Letônia está entre as melhores do mundo

Também conhecida como Gaismas Pils (Castelo de Luz), a Biblioteca Nacional da
Letônia (Latvijas Nacionālā bibliotēka) é um orgulho para os cidadãos do país.
Converse com algumas pessoas em Riga sobre como chegar lá e você sentirá a
reverência que os locais têm pela biblioteca. Letões têm grande respeito por livros e
leitura. Talvez seja um resquício do passado de dominação soviética, quando alguns
livros eram censurados e difíceis de conseguir. Hoje os letões têm à disposição no
Castelo de Luz – nome sugestivo –, 4,5 milhões de títulos.

Foto: Indriķis Stūrmanis
Foto: Ieva Lūka

No ano em que o país completa 100 anos de independência, a Biblioteca da Letônia, que
foi fundada em 1919, um ano após a proclamação, está entre as finalistas do prêmio de
melhor biblioteca do ano promovido pela Feria do Livro de Londres (London Book
Fair) em parceria com a Associação de Editores do Reino Unido. Ela concorre com
outras três bibliotecas: da Noruega, da Dinamarca e de São Paulo, que foi aberta em
2010, na área da antiga penitenciária do Carandiru e que conta com um acervo de 43 mil
títulos.
Mas a intenção da London Book Fair é premiar bibliotecas que, muito mais que títulos,
ofereçam um incentivo a mais à leitura e à cultura. Na Biblioteca da Letônia, os
usuários têm acesso a coleções especiais, livros raros, manuscritos, coleções,
Enciclopédia da Letônia, Biblioteca Central Báltica, mapas, partituras, gravações de
som, publicações gráficas, efemérides e periódicos, além de promover eventos culturais,
como música, teatro e exposições.
A biblioteca também publica livros e organiza a digitalização da Herança Cultural da
Letônia. Sem contar que ela abriga um tesouro nacional: o Armário de Canções
Populares (Dainu skapis), localizado no quinto andar e que contém manuscritos de
canções folclóricas de toda a Letônia, estando listado no Registro da Memória do
Mundo da UNESCO.

Dainu Skāpis.
Foto: Evija Trifānova

Essas canções folclóricas, conhecidas como Latvju dainas, foram organizadas e
coletadas por Krišjānis Barons (1835-1923) e por Johann Gottfried Herder (1744-1803).
As canções mais antigas datam de 1584 e 1632. Existem mais de 1,2 milhão de Dainas,
com referências que vão desde peças teatrais até conversas do dia a dia.
História
A Biblioteca Nacional foi fundada em 29 de agosto de 1919. O prédio original ficava na
rua Krišjāņa Barona, no centro da cidade de Riga. Hoje o prédio moderno da nova
biblioteca fica na margem esquerda do rio Daugava,
A construção do prédio novo começou em 2008. O design surpreendente foi
desenvolvido pelo arquiteto letão-americano, Gunnar Birkerts. A Biblioteca tem 13
andades e 68 metros de altura. O prédio ficou pronto em 2014, ano em que a Letônia foi
a representante da Capital Europeia da Cultura.
Uma nação de leitores

Foto: Mirela Purim
Foto: Lucas Stepanow Eksteinas
Foto: Mirela Purim

 

A Letônia é a 9ª nação mais letrada do mundo, de acordo com pesquisa da Central
Connecticut State University, em 2016. Os cinco primeiros lugares são ocupados pelos
países escandinavos: Finlândia, Noruega, Islândia, Dinamarca e Suécia. O ranking mede
os comportamentos letrados (compreensão) das populações pesquisadas e não suas
habilidades de leitura (alfabetização).
Nesta mesma pesquisa, a Letônia ficou em segundo lugar na categoria Bibliotecas da
classificação por seu grande número de bibliotecas e o número de volumes dentro delas.
Além da Biblioteca Nacional, a Letônia tem 1.670 bibliotecas:
O resultado do prêmio para a melhor biblioteca do ano será anunciado no dia 10 de abril.

Serviço
Endereço: Mūkusalas iela 3, Rīga

Contato: lnb@lnb.lv
Horários (fechada nos feriados)
segunda-feira 09:00–20:00
terça-feira 09:00–20:00
quarta-feira 09:00–20:00
quinta-feira 09:00–20:00
sexta-feira 09:00–20:00
Sábado 10:00–17:00
Domingo 10:00–17:00

Visitantes que não têm cadastro na biblioteca devem pedir autorização para entrar.
Turistas devem pagar entrada de 2 Euros e podem visitar a biblioteca acompanhados de
guia. É proibido entrar na biblioteca com bolsas e mochilas, que devem ser deixados
nos armários ao custo de 1 Euro.

Conheça a Biblioteca Nacional da Letônia por meio de um Tour virtual pelo link: http://ture.lnb.lv/

e através das fotos abaixo.

Foto retirada do site da Biblioteca Nacional.
Sala de Leitura de Ciências Humanas e Sociais.
Foto retirada do site da Biblioteca Nacional.
Foto: Indriķis Stūrmanis
Foto: Jānis Dripe
Vista da biblioteca nacional para o rio Daugava e a cidade velha de Riga. Foto retirada do site, BNN Baltic News Network.

Festa Ligo 2017 em Nova Odessa

      No dia 24 de Junho os letos do Brasil celebraram o Ligo em Nova Odessa com muitas músicas, danças e uma excelente gastronomia. Por volta das 16:00 turistas de São Paulo visitaram o local da Festa e puderam aprender mais sobre a Letônia e em especial sobre a festa Ligo através de uma palestra que a presidente da DAKLA, Renate de Carvalho Albrecht apresentou. Após a palestra o grupo aprendeu algumas danças típicas e pode experimentar algumas delicias da culinárias leta.

Turistas de São Paulo aprendem danças típicas. Foto: Gabriela Liepkaln

     Vários jovens ajudaram na organização da festa, uma equipe estava na entrada para receber os convidados, outros ajudaram na organização do pessoal na dança e em outras atividades. Muitos dos jovens vestiram trajes típicos letos que encomendamos com uma costureira do Brasil.

Alguns dos jovens que ajudaram durante a festa Ligo 2017. Foto: Gabriela Liepkaln

     Da mesma forma que nos outros anos, nós escolhemos uma pessoa que se destaca pela trabalho na comunidade Leta para acender a fogueira. O Elmars Kivitz foi o escolhido esse ano devido a sua contribuição para preservação da história dos letos no Brasil e difusão da cultura da Letônia.

Todo ano uma pessoa é escolhida para acender a fogueira, em 2017 o homenageado foi o Elmars Kivitz que sempre tem trabalhado para preservar a história e difundir a cultura leta no Brasil. Foto: Gabriela Liepkaln

 

Músicas e danças

     Quem animou a festa foi a Ilze Farte e Matiss Uskans. Eles não se tocaram músicas letas como também puderam ensinar o público novas danças que a maioria não conhecia. Além de tocarem na festa Ligo a dupla também se apresentou em Escolas de Nova Odessa e no festival de inverno de Monte Verde. A vinda da dupla ao Brasil só foi possível graças ao Ministério da Cultura da Letônia (LR Kulturas ministrija) e a PBLA (Pasaules Brivo Latviesu Apvieniba) através do projeto de celebração do centenário da Letônia.

Publico dança animado ao som da dupla Ilze e Matiss da Letônia. Foto: Paulo Vieira
Ilze ensina novas danças durante a festa Ligo 2017. Foto: Paulo Vieira.
Matiss Uskans e Ilze Farte. Dupla que animou a festa Ligo 2017. Foto: Gabriela Liepkaln.
Apoio: Ministério da Cultura da Letônia e PBLA – Associação Letos Livres do Mundo

     Durante a festa tivemos um publico estimado em 600 pessoas que assistiram as danças e apresentações musicais e puderam encontrar amigos e parentes em um ambiente familiar. Tivemos visitantes de Varpa, Curitiba, São Paulo etc.. Como em toda celebração leta a gastronomia não ficou para trás. O público pode se servir com pratos típicos letos e pratos tradicionais no Brasil durante essa época do ano. Isso tudo só foi possível através do trabalho voluntário de muitas pessoas que sempre ajudam a Associação Brasileira de Cultura Leta.

A Festa Ligo tem um ambiente familiar que propicia agradáveis encontros de famílias e amigos. Foto: Paulo Vieira
Parte das voluntárias que prepararam deliciosos pratos durante a festa. Foto: Gabriela Liepkaln

     A festa Ligo 2017 também foi a abertura das celebrações do centenário da Letônia no Brasil. Durante a festa explicamos que em 2018 celebraremos o centenário da Independência e proclamação da República da Letônia e como essa data é muito importante, iremos comemorar desde o Ligo até 2019.

No ligo 2017 demos início as celebrações do centenário da Independência e proclamação da república da Letônia no Brasil. Foto: Gabriela Liepkaln