A crônica da Livônia: uma primeira história letã

O território das atuais Letônia e Estônia é referenciado em fontes escritas apenas a partir do período medieval. Na maioria das fontes, algumas das regiões da Letônia de hoje como Kurzeme (a “Kúrland” dos escandinavos no período viking) e Zemgale são citadas apenas de passagem, muito brevemente, e com muita frequência em meio a acontecimentos lendários ou sobre cuja factualidade se questiona.

A primeira crônica mais longa a falar sobre a região com detalhe, trazendo descrições específicas sobre os locais e com preocupação factual é a Henrici chronicon Livoniae – a “Crônica de Henri da Livônia”, que trata de acontecimentos ocorridos entre os anos de 1180 a 1227 na Livônia.

O nome “Livônia” foi dado à região devido aos habitantes da área norte da atual Letônia, os lívios, povos fino-úgricos, de linguagem totalmente distinta dos idiomas indo-europeus da área como lituano e letão, antigo nórdico e antigo eslavônico. Atualmente os lívios são uma minoria étnica quase extinta, habitando apenas uma estreita faixa do norte da Kurzeme, mas da Pré-história ao período moderno a etnia foi o grupo predominante em toda a área entre o norte do rio Daugava até as tribos estonianas – com as quais os lívios têm parentesco muito próximo.

Os principais eventos narrados na Crônica tratam da conquista da região pelos alemães, cristãos católicos romanos, e sua disputa pela primazia na região contra dinamarqueses e suecos. Em meio a isso, algumas das tribos – como dos letões – aproveitaram-se da situação, ampliando seu território à custa de seus vizinhos, particularmente os lívios.

O episódio, que se prolongou por séculos, faz parte de um processo mais amplo das cruzadas no norte na Europa. Simultaneamente às cruzadas na Palestina, que procuravam, dentre outros objetivos, retomar a Terra santa para a Cristandade e lutar contra os pagãos muçulmanos, movimentos semelhantes ocorriam na própria Europa, contra seus próprios pagãos. Na Península Ibérica, habitada por hispânicos e portugueses, mas dominada pelos islâmicos, as cruzadas ganharam o nome de “Reconquista”. No norte da Europa, foram conhecidas como “Cruzadas do Norte”[2], e foram levadas a cabo com o auxílio de ordens monásticas militares: os Irmãos da espada (Ver Figura 01) e a Ordem Teutônica, que acabaria por estabelecer um estado monástico na região que duraria até os tempos das Reformas Protestantes.

01 - Fellin (Viljandi)

Figura 01: Reconstrução do cerco ao forte de Fellin (Viljandi), no sul da Estônia, pelos Irmãos da Espada, em 1211. Fonte: Turnbull, Stephen & Dennis, Peter (2004). Crusader Castles of the Teutonic Knights. Vol 2. New York: Osprey Publishing, p.07.

Até o século XIII a região que vai do Norte da Alemanha e Polônia, passando pelos países bálticos até a Finlândia era habitada por populações indo-europeias do ramo bálticas (antigo prussianos, tribos lituanas e letãs) e por Fino-úgricos (lívios, estonianos e finlandeses). Esta grande quantidade de povos (ver Figura 02) era pagã e, com exceção da Lituânia, pouco organizada politicamente, consistindo em unidades tribais. Até então os nativos travavam comércio desde antes do período viking com Escandinavos e Eslavos, que se converteriam ao Cristianismo e se unificariam em torno de reis nas proximidades do ano mil.

 

As tribos bálticas no século XIII

Figura 02: As tribos bálticas no século XIII. Fonte: GIMBUTAS, Marija. The Balts. London: Thames and Hudson, 1963, p.23.

 

Com a expansão do comércio germânico para o norte, a área báltica tornou-se alvo do interesse dos europeus ocidentais, interessados em obter acesso ao mundo boreal, que fornecia produtos valorizados como peles, mel, cera e madeira. Ao mesmo tempo, a Europa passada por um momento em que a ideologia cruzada era particularmente atrativa para sua classe de nobres guerreiros, muitos dos quais não tinha perspectiva de obterem suas próprias terras perto de suas regiões de origem, interessados em tentar a sorte e aventura longe de casa.

Dessa forma, as Cruzadas do norte foram uma empreitada de expansão comercial e econômica chancelada pela Igreja cristã e pela nobreza feudal. Não devemos efetuar juízos de valor e maniqueístas sobre a circunstância; em meio a indivíduos interessados em explorar a área e os nativos, é possível se encontrar um grande número de missionários abnegados e preocupados com a conversão e bem-estar dos locais, inclusive por vezes procurando protegê-los de abusos maiores da parte dos conquistadores germânicos e escandinavos. É possível que Henri, autor da Crônica, esteja entre estes últimos.

 

O castelo de Turaida

Figura 03: O castelo de Turaida, uma das muitas fortificações construídas pelos germânicos no processo de conquista e cristianização da Livônia. O castelo passou por uma completa restauração nos tempos recentes, a parte de sua torre principal foi construída apenas no século XVI. Foto do autor.

 

Henri da Livônia

Henricus Livonicus, ou Henri da Livônia, foi um missionário, sacerdote e intérprete. Muito possivelmente era um alemão vindo da Saxônia, que teria chegado na Livônia por volta de 1205[3]. Apesar de temos afirmado sua provável origem germânica, o tópico é tema de debate entre acadêmicos, muitas vezes em meio a discussões de caráter nacionalista. É comum se encontrar alguns autores letões alegam uma origem lívia ou letã para o mesmo, ao mesmo tempo que alemães defendem majoritariamente sua origem germânica[4].

Ambas as partes procuram se fundamentar no texto do próprio Henri. Alguns autores de origem letã argumentam Henri tinha um grande conhecimento das línguas locais, já que ele usara no texto um bom número de palavras, e descreveria em detalhes costumes nativos. Interessantemente, comentaristas e historiadores alemães empregaram muitas vezes as mesmas evidências, mas para demonstrar o sentido oposto; Henri conheceria as línguas locais porque era um intérprete para os alemães.

Dentre aqueles que defendem que Henri seria um nativo da Livônia, há uma predominância de autores que escrevem histórias genéricas nacionais, não especializadas em períodos específicos e bastante generalistas, como a History of Latvia: an outline, de Arnolds Spekke, escrita em 1948 mas reeditada várias vezes[5], ou History of Latvia, de Alfreds Bilmanis, escrita em 1955[6].

Vários acadêmicos e eruditos, mesmo de origem letã e estoniana, aceitam atualmente a ideia de que Henri fora um germânico – nos incluímos aqui, nessa lista. Arveds Schwabe, por exemplo, que também escreveria um manual generalista sobre a história letã em 1953[7], dentre uma grande produção de cunho mais específico e acadêmico. Há algumas posições bastante específicas, como de Evalds Mugurēvičs, que considera que Henri poderia ter nascido no norte da Germânia, mas que isso não seria um empecilho para uma suposta etnicidade báltica ou fino-úgrica. [8]

Alguns autores exageram um pouco na extensão de suas deduções, procurando criar muito com poucas referências:

Paul Johansen, por exemplo, especula, e afirma que o conhecimento de lívio e talvez alguma língua letã (curônio, zemgálio ou latgálio) de Henri teria sido obtido no monastério de Segeberg. A base do erudito para a afirmação é uma referência do texto, que fala de certa ocasião em que o o bispo Alberto tomou 30 jovens reféns de origem lívia em 1200[9].

Possivelmente o argumento mais usual para identificar Henricus como letão é um título frequentemente encontrado junto da crônica, “Henricus de Lettis”, “Henrique, dos letos”. Esse título, no entanto, vem de tradução errônea feita em 1740 por Johann Daniel Gruber, e não se encontra nos manuscritos mais antigos.

Henri é bastante modesto e circunspecto ao falar de si mesmo. Existem apenas seis passagens na Crônica em que ele passa alguma informação ou título sua:

Henrici, scolaris Alebrandi (XI.7; 1207); Heinricus sacerdos et Lehti (XII.6, 1208); Henricus de Lettis, sacerdos et interpres (XVI.3, 1212); Henricus et Alabrandus (XVII.6, 1213); Henricus, Lettorum minister de Ymera (XXIV.1, 1220); Henricus et Petrus (XXIV.2, 1220).

 

O que é possível de se deduzir dessas passagens sem maiores malabarismo e elucubrações? Henri era sacerdote dos letões da localidade de Ymera, mas não é possível daí se deduzir uma etnicidade letã. Há muitos casos de sacerdotes e missionários, não apenas do medievo, que recebem nomes ou apelidos semelhantes, baseados nos nomes daqueles entre os quais tais missionários trabalharam. No próprio contexto da Livônia podemos citar “Theodoricus de Kukunoys” – Theodoric de Kokhenhusen/Koknese, ou “Rodolfus de Wenden” – Rudolf de Wenden/Cesis.[10]

Em algumas passagens, Henri não fala sobre nenhum título seu, mas na forma que usa os pronomes, ou como descreve os conflitos e acontecimentos, é possível se perceber que ele se identifica com os alemães. Note-se a seguinte passagem, que fala de uma batalha:

 

Ex nostris vero ceciderunt duo et ex Lettis duo (…)

“Dos nossos caíram dois e dos letões, dois (…)” (XXIII.9; 1220)

 

Dificuldades à parte, existe um trabalho erudito muito detalhista e de qualidade feito sobre Henri, procurando reconstruir um pouco de sua vida. A informação foi listada satisfatoriamente por Paul Johansen em 1953[11]; os eruditos posteriores acrescentaram pouca coisa, com a exceção de Arbusow. Desses trabalhos normalmente tiram-se as seguintes possibilidades:

Henri nascera por volta de 1188, provavelmente na Saxônia. Estudou possivelmente no monastério de Segeberg, em Holstein, região limítrofe da Saxônia com a Dinamarca – uma localidade citada por ele com frequência (I.2; VI.3; IX.6; X.7). Ali, Henri adquirira um sólido conhecimento do latim eclesiástico. Henri cita a Vulgata e documentos litúrgicos latinos a praticamente toda página da crônica, mas seu uso de autores clássicos é bem menor.

Possivelmente no próprio monastério Henri teve seu primeiro contato com as línguas bálticas, próximo a 1200, provavelmente por meio dos reféns obtidos pelo bispo Alberto na Livônia, e que ficaram sob os cuidados do irmão do mesmo, Rothmar, abade de Segeberg.

Henri provavelmente chegaria à Livônia em 1205, trabalhando como acadêmico e tradutor da missão do bispo Alberto. Seria ordenado sacerdote em 1208, e receberia provavelmente a paróquia de Papendorf, Rubene em letão, localizada cerca de 14 km a sudeste de Wolmar, Valmiera em letão. Viveria ali com os letões, os quais tentaria evangelizar pelo restante de sua vida.

Henri escreveria sua crônica provavelmente entre os anos de 1224 a 1226, baseando-se em relatos e em experiências próprias. No ano de 1227 ele adicionaria uma seção que contaria a conquista da ilha estoniana de Ösel/Saaremaa no próprio ano.

Entre os anos de 1225 a 1227 Henri assumiu também a função de intérprete de William de Modena, legado papal. É possível que sua crônica venha de uma espécie de relatório para ele sobre o andamento da missão na Livônia.

É possível se apreender outras características de Henri além de datas, nomes e locais que trazem uma imagem um pouco mais viva. Algumas de suas narrações e descrições são bastante gráficas e vívidas, frequentemente cheias de detalhes e até mesmo humor. detalhadas. Ele demonstra algum interesse por tecnologias e táticas bélicas; descreve, por exemplo, o uso da Ballista (ver Figura 04), fala sobre a reação dos nativos às inovações trazidas pelos alemães, e mostra o rápido aprendizado dos locais.

Exemplo da Ballista medieval.

Figura 04: Exemplo da Ballista medieval. Obtido em: < https://br.pinterest.com/pin/527343437590827743/?lp=true >em 09/08/2017

Henri parece ter algum interesse na música. Em certa parte da crônica ele conta que, em meio ao campo de batalha, ele pôs-se a tocar certo instrumento musical, que o texto não afirma qual é. Considerando-se a circunstância da batalha, e a necessidade de volume sonoro, nos arriscaríamos a afirmar que o instrumento pode ter se tratado de alguma forma de trompete ou alguma espécie antiga de dudel, a gaita de foles germânica similar às dūdas letãs (ver Figura 05), mas trata-se nada mais que uma pressuposição nossa.

Dūdas

Figura 05: Dūdas – A gaita de fole letã. Selo de 2014.

Algumas das descrições dos costumes nativos parecem ter chocado ao autor. Em mais de uma ocasião Henri relata batalhas entre os locais e os germânicos, por vezes com alguns detalhes curiosos, possivelmente de fundo religioso. Em mais de uma passagem, por exemplo, ele cita tribos locais efetuando decapitação; zemgálios levando carros que seriam cheios das cabeças de seus inimigos, kurs cortando a cabeça de seus próprios companheiros feridos em um cerco a Rīga, e um letão que levaria a cabeça de seu inimigo como troféu.

Henri ainda residiria próximo a Papendorf/Rubene em 1259, já idoso, onde provavelmente faleceu[12].

 

A Crônica da Livônia: os manuscritos

Existem 16 cópias ou fragmentos da crônica, datados de séculos posteriores de sua escrita original. A maior parte dessas cópias foi feita no século XVI, durante o governo dos suecos na Livônia; pela grande quantidade de fragmentos e cópias existentes, nota-se que a crônica despertou muito interesse, particularmente durante o período sueco.

O manuscrito mais antigo é o Codex Zamoscianus, tratando-se de uma cópia – possivelmente do original – feita na Livônia no início do século XIV[13]. Durante o governo Polonês na Livônia e Estônia o manuscrito foi levado para a Polônia, e atualmente o manuscrito encontra-se guardado e protegido na Biblioteca Nacional Polonesa (Biblioteka narodowa), em Varsóvia.[14]

O manuscrito está incompleto; faltam suas primeiras quatro páginas, e ele chega apenas até o capítulo XXIII; faltam nele um terço da totalidade da crônica.

Outro manuscrito importante é chamado de Codex Skodeiskianus ou Codex Rigensis, uma cópia feita no século XVII. Está depositado na Latvijas Akadēmiskajā bibliotēkā em Riga, e pertencia a um pastor luterano chamado Nathanael Skodeisky. Com esse manuscrito Arbusow preencheu a maior parte do trecho que faltava do Codex Zamoscianus.

Outros manuscritos importantes usados pelos eruditos para produzir o texto crítico completo são a) o Codex Gymnasialis Revaliensis, cópia do século XVII guardada em Tallinn – única cópia que, a despeito de sua má qualidade, contém uma frase do capítulo XV que falta nos outros manuscritos[15]; b) Codex Toll cópia também de relativa baixa qualidade feita no século XVII, pertencera ao barão Robert Von Toll (1802-1876), um historiador amador; esse manuscrito foi útil na reconstrução de três sentenças da crônica.[16]

Finalmente, cabe aqui mencionar o Codex Oxenstierna, outra cópia do século XVII. Este último códice é interessantíssimo por tratar-se de uma tentativa, já no século XVII, de um acadêmico coletar os fragmentos disponíveis e juntá-los em uma edição. Pertencera a Erik Axelsson Oxenstierna (1624-1656), governador sueco da Estônia entre 1646 a 1652.

Depois de passar por uma série de proprietários, o manuscrito chegou às mãos de Johann Daniel Gruber (1686-1748), bibliotecário da Landesbibliothek de Hannover, que seria o primeiro editor crítico da crônica. Suas edições, no entanto, incluem muitas alterações e interpolações, e o manuscrito foi recopiado em latim clássico, diferente do latim medieval do século XIII no qual a crônica foi originalmente escrita.

 

A Crônica da Livônia: edições e traduções

 

A primeira edição do texto latino foi publicada em 1740 pelo já citado Johann Daniel Gruber, que foi o responsável por tornar popular o título errôneo, “Henri dos letões”. Já a primeira tradução, para o alemão, foi feita por Johann Gottfrid Arndt em 1747, com algumas correções do texto de Gruber.

Uma nova edição, com essas correções e uma nova tradução – também para o alemão – foi feita por August Hansen 1853, seguida de outra de Pabst, em 1867. O texto latino da Monumenta Germaniae Historica foi editado em 1874 por Wilhelm Arndt, ao qual foram feitas correções e adições por Leonid Arbusow em 1926 e 1927, adicionadas às edições finais de Bauer, de 1955 e 1959. Esta edição crítica pode ser acessada online[17], consistindo no texto base para os estudos acadêmicos, e de onde retiramos as referências .

A crônica foi traduzida para o inglês por James Brundage apenas em 1950-51, ainda baseada na edição de Arndt com poucas das alterações de Arbusow, sendo reeditada em 1961 e 2003 – desta feita com as alterações baseadas na edição de Bauer.

As primeiras traduções para o letão foram feitas por Matīss Siliņš em 1883 e Jānis Krīpēns em 1936. Em 1993 a Zinātne publicou uma nova tradução para o letão, da parte de Ābrams Feldhūns, com introdução e comentário de  Ēvalds Mugurēvičs[18] e atualizada segundo o aparato crítico de Arbusow e Bauer.

Para o estoniano, a primeira tradução foi publicada por Jaan Jung em 1884[19]. Seria seguida por outra tradução apenas em 1962, por Jūliuss Megiste, publicada em Stockholm. Finalmente, Rihards Kleis publicaria uma nova tradução estoniana em 1982, com comentário e introdução de Enn Tarvel.

As traduções da crônica para o russo possuem uma história à parte. Trechos da mesma foram traduzidos pela primeira vez em 1854 por A. Kunik, sendo que em 1876 uma tradução completa com introdução e comentários foi preparada por J. Cheshikhin-Vetrinski. A versão mais autoritativa foi publicada em 1938 por Anninski e Bystrianski na URSS. A introdução de Anninski é sóbria e detalhada, acadêmica em todos os sentidos; também foi a primeira tradução a se valer dos trabalhos críticos de Arbusow. O prefácio de Bystrianski, no entanto, veicula ideologia soviética da década de 30, particularmente o antagonismo contra os germânicos, representando a Alemanha nazista da década de 30.

A crônica foi traduzida para o lituano apenas em 1991, por Juozas Jurginis, e para o finlandês em 2003, da parte de Maijastina Kahlos e Raija Sarasti-Wilenius. Além destas linguagens, existe ainda uma tradução publicada para o italiano em 2005, feita por Piero Bugiani, com comentário e introdução de Pietro Umberto Dini.

Uma tradução e comentário da crônica para o português, baseando-se na edição crítica de Arbusow, está sendo preparada por Renan Birro, Álvaro Bragança e André Muceniecks. Muito do conteúdo desse artigo é original da pesquisa feita para essa edição, que esperamos poder apresentar em breve.

 

Bibliografia:

Bilmanis, Alfreds (1955). History of Latvia.Várias reedições.

Christiansen, Eric (1997). The Northern Cruzades. London: Penguin Books, first edition 1980.

Gimbutas, Marija (1963). The Balts. London: Thames and Hudson.

Indriķa hronika. No latīņu valodas tulkojis Ā. Feldhūns; Ē. Mugurēviča priekšvārds un komentāri. Rīga: Zinātne, 1993.

Johansen, Paul (1953). Die Chronik als Biographie: Heinrich von Lettlands Lebensgang und Weltanschauung. In: Jahrbücher für Geschichte Osteuropas, neue Folge I.

Kala, Tiina (2011). Henry´s Chronicle in the service of Historical thought: Editor and Editions, in Crusading and Chronicle Writing on the Medieval Baltic Frontier: A Companion, edited by Marek Tamm, Linda Kaljundi, and Carsten Selch Jensen. Farham: Ashgate Publishing, pp. 385-408.

Kivimäe, Jüri (2011). Henricus the Ethnographer: Reflections on Ethnicity in the Chronicle of Livonia, in Crusading and Chronicle Writing on the Medieval Baltic Frontier: A Companion, edited by Marek Tamm, Linda Kaljundi, and Carsten Selch Jensen. Farham: Ashgate Publishing, pp.77-106.

Mugurēvičs, Ēvalds (1993). Priekšvārds. In: Indriķa hronika. No latīņu valodas tulkojis Ā. Feldhūns; Ē. Mugurēviča priekšvārds un komentāri. Rīga: Zinātne.

Schwabe, Arveds (1953). Histoire du Peuple Letton. Stockholm: E. Olofssons Boktryckeri.

Spekke, Arnolds (1948). History of Latvia: an Outline. Riga: Jumava, rep.2006.

Tamm, Marek & Kaljundi, Linda & Jensen, Carsten Selch (eds.) (2011). Crusading and Chronicle Writing on the Medieval Baltic Frontier: A Companion. Farham: Ashgate Publishing.

Turnbull, Stephen & Dennis, Peter (2004). Crusader Castles of the Teutonic Knights. Vol 2. New York: Osprey Publishing.

Urban, Willian (1994). The Baltic Crusade. Chicago: Lithuanian Research and Studies Center Inc. & McNaughton & Gunn Inc.

____________ (2003). The Teutonic knights: a military history. London: Greenhill books.

Site:

Chronicon Livoniae, In: Monumenta Germaniae histórica. Obtido em (09/09/2017): http://www.dmgh.de/de/fs1/object/display/bsb00000734_meta:titlePage.html?sort=score&order=desc&divisionTitle_str=&hl=false&fulltext=livoniae&sortIndex=010:070:0031:010:00:00&context=livoniae

[1] Pesquisador associado de pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas e professor de história eclesiástica na Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Contato: muceniecks@usp.br

[2] Ver Christiansen (1997[1980]), The Northern Crusades, Urban (1994), The Baltic Crusade, e  Urban (2003), TheTeutonic Knights,  nas referências bibliográficas.

[3] Tamm, Marek (2011). Crusading and Chronicle Writing on the Medieval Baltic Frontier: A Companion. Farham: Ashgate Publishing,  p. xviii.

[4] Johansen, Paul (1953). Die Chronik als Biographie: Heinrich von Lettlands Lebensgang und Weltanschauung. In: Jahrbücher für Geschichte Osteuropas, neue Folge I.

[5] Spekke, Arnolds (1948). History of Latvia: an Outline. Riga: Jumava, rep.2006, p.123.

[6] Bilmanis, Alfreds (1955). History of Latvia.

[7] Schwabe, Arveds (1953). Histoire du Peuple Letton. Stockholm: E. Olofssons Boktryckeri.

[8] Mugurēvičs, Ēvalds (1993). Priekšvārds. In: Indriķa hronika. No latīņu valodas tulkojis Ā. Feldhūns; Ē. Mugurēviča priekšvārds un komentāri. Rīga: Zinātne, 444ss.

[9] Johansen, p. 10.

[10] Kivimäe, Jüri (2011). Henricus the Ethnographer: Reflections on Ethnicity in the Chronicle of Livonia.  p. 80.

[11] Em sua obra Johansen, Paul (1953). Die Chronik als Biographie: Heinrich von Lettlands Lebensgang und Weltanschauung. In: Jahrbücher für Geschichte Osteuropas, neue Folge I.

[12] Johansen, p.15.

[13] Mugurēvičs, pp. 18ss.

[14] Kala, Tiina (2011). Henry´s Chronicle in the service of Historical thought: Editor and Editions. In: Tamm, Marek (2011). Crusading and Chronicle Writing on the Medieval Baltic Frontier: A Companion. Farham: Ashgate Publishing, p.388.

[15]simul et virorum interfectorum alia duo milia”.

[16] Kala, p. 389.

[17] http://www.dmgh.de/de/fs1/object/display/bsb00000734_meta:titlePage.html?sort=score&order=desc&divisionTitle_str=&hl=false&fulltext=livoniae&sortIndex=010:070:0031:010:00:00&context=livoniae

[18] Indriķa hronika. No latīņu valodas tulkojis Ā. Feldhūns; Ē. Mugurēviča priekšvārds un komentāri. Rīga: Zinātne, 1993. 453 lpp.

[19] “Läti Hendriku Liiwi maa kroonika ehk Aja raamat”.

Andre Muceniecks

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Pesquisador associado de pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas e professor de história eclesiástica na Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Contato: muceniecks@usp.br
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