Mitologia letã I: Pērkons, o deus do trovão

Artigo escrito pelo Prof. Dr. André S. Muceniecks – Pesquisador associado de pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas e professor de história eclesiástica na Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Contato: muceniecks@usp.br

Na mitologia báltica, compartilhada em linhas gerais por letões, lituanos e os antigos prussianos, sem dúvida a divindade mais popular nas eras medieval e moderna foi o deus do trovão – Pērkons para os letões, Perkūnas, para os lituanos e Perkūns para os antigos prussianos.

Diversos teóricos e historiadores procuraram sistematizar a religião dos antigos povos bálticos, sistematizando-a de forma a apresentar um todo compreensível. Diferentemente do Cristianismo, Islamismo, Judaísmo e outras religiões com uma revelação escrita e dogmas definidos, a religião antiga dos povos bálticos era extremamente múltipla em suas manifestações locais, e a tarefa de se reconstruir uma religião unificada e coerente acaba por produzir um sistema que dificilmente seria reconhecido pelas populações antigas.

Uma das sistematizações mais difundidas, de cunho estruturalista, foi desenvolvida pelo francês Georges Dumézil, que estudou a chamada ideologia tripartite, compartilhada pelos povos de linguagem indo-europeia, como hindus, iranianos, persas, latinos, helênicos, celtas, germânicos, eslavos e baltos. Dumézil demonstraria que os indo-europeus conceberiam o mundo, os homens e os deuses de forma ternária; os deuses estariam organizados em três funções: a) a primeira função, mágico-religiosa; b) a segunda função, guerreira; c) a terceira função, de fertilidade e fecundidade.

Dessa maneira, os panteões dos povos indo-europeus apresentariam deuses específicos a essas funções e seriam semelhantes entre si. Observe-se as mitologias Greco-Romanas e escandinavas; existem tríades de deuses entre os romanos, formada por Júpiter, Marte e Quirinus e entre os escandinavos, como Óđinn, Thorr e Freyr; nessas tríades, em um plano ideal, a primeira divindade estaria responsável pelo governo dos demais deuses, possuindo a soberania mágica e religiosa; a segunda divindade possuiria primariamente a função da guerra e da defesa, enquanto à terceira estariam reservadas as tarefas ligadas à reprodução, fertilidade, fecundidade e colheitas.

A arqueóloga lituana Maria Gimbutas deu continuidade e embasamento arqueológico às ideias de Dumézil, procurando explicar a origem e migrações dos povos indo-europeus, sempre dando grande destaque aos povos de sua própria origem, os lituanos. Em adição à explicação indo-europeia, Gimbutas desenvolveria o conceito da religião da “Antiga Europa”, anterior à chegada dos indo-europeus. Para Gimbutas, essa antiga religião europeia era pacífica, dominada por divindades femininas, mais ligadas à fertilidade e fecundidade; a chegada dos imigrantes indo-europeus na Idade do Bronze transformaria a Europa Pré-histórica com uma ideologia guerreira, masculina e patriarcal.

Gimbutas chegaria a afirmar, de forma idealizada e nacionalista, que a religião dos antigos lituanos e letões seria a forma mais perfeita e balanceada da religião da Velha Europa, centralizada em muitas divindades femininas e ligadas a terra,  com as crenças indo-europeias, mais focada em deuses masculinos e celestes[1].

Esse brevíssimo apanhado teórico deixa razoavelmente claro como tentativas de organização e estruturação fechadas da religião báltica, ou a construção de um panteão muito definido de deuses podem construir algo artificial e anacrônico. Nesse artigo não procuraremos fazer isso; antes, apresentaremos a divindade mais popular entre os antigos baltos em sua multiplicidade de descrições e funções: Pērkons, o deus do trovão.

O nome Pērkons deriva do termo indo-europeu per(k), segundo Ivanov e Toporov (1974) ou per(g), segundo Muelenbach(1951) e Endzeliņš (1972). Baseando-se na etimologia de seu nome, são propostos três significados básicos; Pērkons poderia ser a) o deus do trovão e da chuva, segundo Muelenbach e Wiedemann, b) o deus das alturas e da montanha, segundo Karsten e Ivanov, que conectam seu nome com a palavra gótica fairguni (“montanha”), com o hindu parvata (“montanha”) e com o hitita peruna (“rocha”); c) o deus dos carvalhos, como argumentado por Porzig, Hirt e Speht – perkus seria comparado ao latim quercus (“carvalho”)[2].

Todas as etimologias propostas apresentam significados que são encontrados ligados à Pērkons, e não se pode excluir uma em detrimento da outra.

Nas acepções de Dumézil, Pērkons é uma divindade de origem indo-europeia da segunda função, ligado, portanto, à guerra. Há muitos deuses similares a ele em outas mitologias indo-europeias; recentemente, sem sombra de dúvida o mais conhecido pela cultura popular é o deus escandinavo Thor (antigo nórdico Þórr), mas podemos citar o Perun dos russos, o Taranis céltico, e mesmo o deus Tharapita dos fino-úgricos como lívios, estonianos e finlandeses que, ainda que não indo-europeus, sofreram influência dos vizinhos bálticos.

Como deus do trovão e da segunda função, as principais atribuições de Pērkons tratam-se da defesa e do combate ao mal. No entanto, como o Thor escandinavo, sua atribuição de controlar as chuvas fornece-lhe também controle sobre as colheitas, o que lhe concede um papel muito importante também como divindade que colabora para a fertilidade e colheitas; a ele eram oferecidos, por exemplo, sacrifícios durante períodos de seca.

Trata-se indiscutivelmente da figura mitológica mais bem descrita no mundo Báltico, e da qual possuímos as mais antigas referências escritas; é citado, na Livländische Reimchronik (ca. 1290), onde é descrito como “deus dos Kurs”, e mencionado  (como “Perkūns”) na versão russa medieval da crônica de Malalas (1261) juntamente com outros deuses dos lituanos. Peter Dusburg, escrevendo em 1320, falaria sobre o lugar sagrado de Romuva, na Prussia, onde o deus seria cultuado, um relato que depois seria copiado e repetido por muitos.

Baseando-se em Dusburg e cronistas subsequentes como Grunau, bem como na religião comparativa, presume-se que os lugares de culto por excelência a Pērkons eram as florestas, particularmente os carvalhais. Em tais florestas mantinha-se aceso um fogo perpétuo que, em caso de apagamento, precisava ser reaceso por meio de rituais especiais. Tal associação entre um fogo perpétuo, florestas proibidas, carvalhos e o culto ao deus do trovão é notado também entre os antigos germânicos pagãos, que cultuavam Donnar – equivalente germânico continental ao escandinavo Thor[3].

Além da possível etimologia do nome, ligado ao carvalho, existem outros relatos de povos indo-europeus, principalmente no âmbito céltico e germânico, que fazem conexão entre o deus do trovão e o culto em florestas; o carvalho, árvore mais frequentemente atingida por raios, era considerada a árvore de Pērkons.

As narrativas de cronistas posteriores e documentos locais demonstram a vivacidade e popularidade do deus, séculos após século. Os estatutos da cidade de Rīga, datados de 1413 (Statutae provincialia concilli Rigensis) demonstram como o culto ao deus ainda era praticado pelos camponeses e nativos bálticos, a despeito dos quase duzentos anos de tentativas de conversão ao catolicismo romano:

“(…)estamos chocados que alguns fazendeiros da província de Livonia não somente não observam os ritos cristãos e, pior ainda, prestam homenagem a deuses demoníacos – ignorando completamente o santo Deus e, ao invés, adorando  deuses da terra, como Pērkons, que eles chamam seu deus. Serpentes, vermes, e árvores, eles também adoram.” i tic […]” (Statuta provincialia, par 27)

A conversão da Livônia e das províncias bálticas ao protestantismo, no início do século XVI, não mudaria drasticamente a situação. D. Fabricius, eclesiástico católico, escreveria sobre a situação da Livônia, descrevendo a existência de culto – do qual afirmava ter sido testemunha ocular – e oferecimento de sacrifícios a Pērkons em data tão tardia como 1610:

“Durante uma seca, quando não tem havido chuva, eles adoram a Pērkons em densas florestas em colinas, e sacrificam a ele um bezerro preto, um bode preto e um galo preto. Quando os animais são mortos, então, de acordo com seus costumes, as pessoas de toda a vizinhança se reúnem para comerem e beberem juntas. Prestam homenagem a Pērkons primeiramente derramando-lhe cerveja, que é então trazida em volta do fogo, e uma última libação é feita no fogo, pedindo-se a Pērkons que lhes dê chuva”[4].

Pērkons é descrito como um homem ruivo, barbado, forte, severo e moralista. Na mitologia lituana, sua barba é ruiva ou acobreada; em algumas canções folclóricas letãs, sua barba é cinza[5] ou branca[6]. Simon Grunau, cronista do século XVI e autor da Preussiche Chronik, descreverá sua barba como preta, mas o retratará em uma suposta bandeira dos antigos prussianos de forma diferente:

Bandeira dos antigos prussianos

Figura 01: Bandeira dos antigos prussianos com representação de Pakols, Pērkons e Patrimps. A escrita está em antigo prussiano, em caracteres não decifrados e provavelmente inventados pelo autor.
Fonte: GRUNAU, Simon. Preussische Chronik, Hrg. Von W. Perlbach, vol. 1-3, 1876-1895.

 

Simon Grunau foi responsável por tornar popular uma suposta tríade de deuses bálticos, formada por Pakols, Pērkons e Patrimps. Esta tríade foi muito criticada pela historiografia posterior, sendo considerada por muitos como uma cópia da descrição que Adam de Bremen fizera de um suposto templo em Uppsala, Suécia, no qual estariam representados Odinn, Thor e Freyr. Há acadêmicos como Jaan Puhvel, no entanto, que consideram que a referência deva ser levada a sério.

As referências de cronistas e documentos fornecem apenas uma pálida e extática visão da mitologia antiga báltica, cheia de lacunas, narrada por pessoas externas aos costumes, normalmente hostis a eles.

Uma natureza de fonte primária muito distinta é a coleção de Dainas, canções folclóricas letãs. Impossíveis de serem datadas, têm sido coletadas e catalogadas pelos estudiosos por séculos, formando um corpo de rica e abundante informação sobre as crenças antigas. É por meio das descrições e referências nas Dainas que se obtém outra visão sobre Pērkons, historietas e narrativas a ele ligadas.

Muitas descrições de cronistas de sacrifícios e mesmo a conexão ao carvalho são observadas também nas Dainas e no material folclórico. Por meio desses estudos folclóricos, no entanto, se obtém uma visão de Pērkons mais ampla, incluindo suas relações com outros deuses e seu papel de divindade que combate o mal – personificado como Jods ou Velns.

Um mito popular ligado a deus comenta sobre sua intervenção entre Mēness e Saule. Enquanto uma versão conte que Pērkons fora casado com Saule, e a deusa o traiu com Mēness, a mais popular considera que Mēness e Saule formavam um casal.

Mēness (a lua – no báltico, uma palavra masculina), deus da guerra, casado com Saule (o sol – no caso, uma deusa), traiu-a com uma mortal. Como castigo, Pērkons cortou sua face com uma espada. Mēness, no entanto, não aprendera a lição, e voltaria a cometer adultério todo mês. Esta narrativa explicaria a lua crescente.

Pērkons possui uma arma que varia muito de acordo com a Daina, com a região, e mesmo com um tempo – um martelo de pedra, uma espada, uma clava, uma bola de fogo, um chicote, e até mesmo uma espingarda.

Com esta arma Pērkons criaria o trovão e o raio e combateria o mal, nomeado no letão como Jods ou Velns. Velns é traduzido como “Diabo”, “demônio”, um exemplo de sincretismo e influência tanto da parte da religião dualista dos vizinhos fino-úgricos, quanto do Cristianismo. Um pequeno grupo de canções folclóricas liga Pērkons ao ferreiro dos deuses; alguns acadêmicos consideram que Pērkons estaria ligado a esse ferreiro, enquanto outro ponto de vista consideraria que o próprio Pērkons seria o ferreiro. A explicação da conexão é a seguinte: o ferreiro forjaria armas mágicas e com elas combateria o mal, ou providenciaria o meio para Pērkons fazê-lo; ou , ainda, o bater do martelo do ferreiro celestial produziria o raio e o trovão. Uma daina muito popular conta que as cinzas de sua forja, ao caírem na terra, se transformavam em ouro e prata:

“Kalejs kala debesis Ogles bira Daugava!… “(Daina 54868)[7]

Pērkons anda num cavalo voador, mas não num carro ou carroça, podendo também se locomover em nuvens e no próprio raio; o lituano Perkūnas, porém, anda num carro puxado por dois bodes (também voadores); suas rodas rangendo fazem o barulho do trovão[8]. Este último atributo é muito comum entre outros deuses do trovão, mas não à versão letã[9].

Por fim, Pērkons é facilmente pela aparição de alguns de seus símbolos: pequenos machados encontrados em vestígios arqueológicos dos antigos baltos e a ugunskrusts: a cruz de fogo, mais conhecida como “suástica”. As latvju zimes, símbolos mitológicos representando divindades e outros conceitos, são encontrados ainda contemporaneamente na Letônia e Lituânia. O símbolo de Pērkons é ainda atualmente bordado e entalhado amiúde no artesanato e nos instrumentos musicais letões, sem a conotação negativa recebida do nazismo no século XX (ver figuras 02 a 06).

Detalhe da capa do CD “Kokles”

Figura 02: Detalhe da capa do CD “Kokles”, do letão Valdis Muktupavels. As kokles são instrumentos milenares da região do Báltico e possuem equivalentes diretos na Finlândia, nos outros países bálticos e na região adjacente da Rússia e Bielo-Rússia. Notes-se o entalhe de uma suástica no canto direito superior, que é o símbolo, nas Latvju zimes, do deus Pērkons.

 

Figura 03:Kokle de Latgale (Letônia Oriental) com os símbolos de Pērkons ao centro e na spārns (aba). Foto de Ansis Berziņš. Obtido em <http://folklora.lv/muzikas/kokle/en.shtml> último acesso em 25/07/2017.

Figura 04: Foto promocional do Grupo de Heavy-Metal letão “Skyforger”. Datada de 2003, não se encontra mais na página da banda. O emprego da figura de Pērkons encontra-se tanto no uso do símbolo quanto em outras fotos promocionais, nas quais os integrantes vestem-se com fardas militares, e mesmo no nome da banda: “Skyforger”, “forjador” ou “ferreiro” celeste, é uma das atribuições que as Dainas dão a Pērkons. Provavelmente a banda não tem mais usado a ugunskrusts pela óbvia aparência de apologia ao neo-nazismo que fotos dessa modalidade inspiram.

 

Figura 05: Ornamentos de camisas – Rucava. Fonte: ROZENBERGA, Op. Cit. p. 282

 

Figura 06: Manga de Camisa com o símbolo de Pērkons rodeado por uma cruz de Mēness. Aproce, próximo a Nica. Fonte: ROZENBERGA, Op. Cit. p.239

 

Referências

 

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[1] GIMBUTAS, The Balts, 1963; GIMBUTAS, The Civilization of the Goddess, 1991.

[2] ŠMITS, Pēteris. Latviešu mitoloģija. Riga, 1926.

[3] DAVIDSON, Hilda Ellis. Deuses e Mitos do Norte da Europa. São Paulo: Madras, 2004 [Cambridge, 1964]. p.73.

[4] A referência da fonte vem de MUGUREVIČS, Ethnic processes in baltic-inhabited territories and the emergence of the latvian nation in the 6th to the 16th century. 1997 (sem número de página).

[5] LP vol. 7, p.465. In: http://www.pantheon.org/articles/p/Perkons.html

[6] Latviešu folkloras krātuve, 720, 2; Latviešu folkloras krātuve 941, 2681.

[7] Catálogo online completo em <http://www.dainuskapis.lv/>  Último acesso em 25/07/2017.

[8] GIMBUTAS, Os baltas. pp.246s; STRAIŽYS, Op. Cit (sem referência de Página).

[9] <http://www.pantheon.org/articles/p/Perkons.html>

 

Andre Muceniecks

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