Sobre nós

A Associação Brasileira de Cultura Leta tem o intuito de preservar e compartilhar a história e cultura leta e preservar a memória dos imigrantes letos que fizeram do Brasil o seu lar, difundindo o conhecimento, a cultura e a história através de eventos, aulas e outros programas.

Atualmente, a Associação trabalha em conjunto com outras entidades nacionais e internacionais, como a Associação Batista Leta do Brasil, a PBLA (A União Mundial dos Letos Livres) e o Consulado da Letônia no Brasil. A Associação é sediada em Nova Odessa – São Paulo, mas possui contato com os outros grupos letos espalhados pelo país.

Todo o trabalho da Associação – assim como este site – é feito por voluntários que dedicam seu tempo e recursos investigando, pesquisando e ajudando a construi-la por amor. Toda pessoa – descendente de letos ou não – pode se voluntariar, é necessário apenas mostrar interesse. Qualquer pessoa também pode se tornar um doador, contribuindo com o valor que se sentir à vontade, sendo o mínimo R$10,00.

Nosso site, em conjunto com outras plataformas sociais, nasceu para relatar e divulgar entrevistas, artigos e matérias a comunidade. A nossa dedicada equipe, formada por estudantes e entusiastas de diversas origens, procura facilitar o acesso da comunidade à história, cultura e acontecimentos atuais da comunidade leta no Brasil, na Letônia e no mundo. Sinta-se à vontade para interagir e compartilhar!

História

Sociedade das moças letas, em Rio Novo (SC). 1900.

A história da Associação Brasileira de Cultura Leta começa com a chegada dos primeiros imigrantes em 1889, que trouxeram – exilados de sua terra natal por causa de políticas do Império Russo – sua cultura e costumes para o Brasil. Durante muitos anos os imigrantes e seus descendentes espalharam-se pelo país, formando sociedades, grupos e igrejas.

As notícias de oportunidade de vida no Brasil pelos primeiros colonos atraíram mais e mais pessoas que sofriam perseguição, atraindo mais grupos migratórios em 1905, 1914, 1922 e 1950. O início da organização dos letos no Brasil se deu ao final da Primeira Guerra Mundial, quando diversas comunidades se uniram para enviar recursos e ajuda humanitária para a Letônia. Depois se tornando A Sociedade dos Amigos Bálticos, fundada em 9 de fevereiro de 1935.

Após anos como um país independente, a Letônia foi novamente invadida e ao final da Segunda Guerra Mundial, foi ocupada ilegalmente pela União Soviética, que passou a controlar o país com punho de ferro. Por todo o mundo, imigrantes, exilados e refugiados letos se juntaram para preservar a memória do povo. No Brasil, isso foi liderado pelo diplomata e embaixador Pēteris Oliņš, que fundou em 1950 a Associação Leta Brasileira.

Apesar dos protestos, a Embaixada da Letônia no Rio de Janeiro foi fechada em 1961 por ordens da União Soviética. Em 1966 foi criado o Comitê Letoniano de Socorro, sob tutela da Cruz Vermelha Brasileira. Mas o projeto também teve fim em 1971. Mas o espírito de manter a Letônia livre não se apagou.

Em 1975 os jovens letos do Brasil e da Venezuela criaram a Associação dos Jovens Letos da América do Sul, que depois culminou na criação da Associação Leta da América do Sul e Caribe (DAKLA) em 1979, sediada até 2006 em Caracas, na Venezuela. No mesmo ano, em 26 de Maio de 1979, foi criada por Rodolfo Kivitz e Jekabs Mekss o Centro Brasileiro de Cultura Leta, em São Paulo,

Uma passeata de carros com bandeiras da Letônia. Nova Odessa.

O sonho aos poucos se tornou realidade. Com ajuda da Associação, a Igreja Leta Luterana de São Paulo publicou em 1982 o livro de Ruta Upīte Eu queria tanto ainda viver em português, e em 1988 o coro leto Ave Sol veio ao Brasil. Finalmente, a União Soviética caiu e a Letônia reconquistou sua liberdade, um evento celebrado com vivas por todas as comunidades letas do Brasil. Durante os anos seguintes, ministros, embaixadores, músicos, historiadores e diversos outros letos vieram ao Brasil por intermédio da ABCL.

Rodolfo Kivitz, o primeiro presidente, faleceu em 1981 e foi sucedido por Ralfo Klavin. O nome foi alterado para Associação Brasileira de Cultura Leta e passou a ser sediado em Nova Odessa. Em 2013 Felipe Albretch assumiu a presidência, e Ralfo faleceu em 2014. Desde 2014 a Associação também realiza anualmente a festa do Ligo, promove a cultura leta nas escolas, além de outros eventos com a participação das comunidades pelo Brasil. Em 2018 foi organizado o Iº Festival de Cultura Leta

EQUIPE DO SITE LETÔNIA BRASIL

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